terça-feira, 5 de novembro de 2019
domingo, 3 de novembro de 2019
Cuca Roseta mostra corpo escultural em biquíni e arranca suspiros ! - "Verdadeira musa" !
A fadista Cuca Roseta está a aproveitar uns dias de descanso em Havana.
Nesta quinta-feira, dia 31, Cuca Roseta deixou os seguidores do Instagram deslumbrados com uma fotografia rara: na imagem, a fadista, de 37 anos, exibe o corpo escultural, em biquíni. O cenário escolhido é Havana, Cuba.
"Fim de tarde em Havana. Sim, está muito calor", escreveu Cuca Roseta, na legenda da fotografia, que não só acumulou milhares de "gostos", mas também centenas de comentários.
"Inspirador... Uma verdadeira musa!!!", elogiou um fã. "Que corpo lindo", comentou outro admirador. "Mesmo linda", afirmou, ainda, mais um seguidor.
Nesta quinta-feira, dia 31, Cuca Roseta deixou os seguidores do Instagram deslumbrados com uma fotografia rara: na imagem, a fadista, de 37 anos, exibe o corpo escultural, em biquíni. O cenário escolhido é Havana, Cuba.
"Fim de tarde em Havana. Sim, está muito calor", escreveu Cuca Roseta, na legenda da fotografia, que não só acumulou milhares de "gostos", mas também centenas de comentários.
"Inspirador... Uma verdadeira musa!!!", elogiou um fã. "Que corpo lindo", comentou outro admirador. "Mesmo linda", afirmou, ainda, mais um seguidor.
Fonte: https://selfie.iol.pt/instagram/forma-fisica/cuca-roseta-mostra-corpo-escultural-em-biquini-e-arranca-suspiros-verdadeira-musa
sábado, 2 de novembro de 2019
O que acontece quando não lava corretamente o pénis
Genital masculino pode apresentar esmegma, acumulação de óleo, pele e humidade.O programa britânico de saúde sexual The Sex Clinic apresentou recentemente um caso curioso e que serve de alerta para lembrar a importância da limpeza correta do pénis.
"Às vezes o meu pénis não funciona", afirmou o participante Zach, de 24 anos. O prepúcio é a prega cutânea (pele) que cobre o genital masculino. Zach estava preocupado, pois o seu prepúcio estava muito para frente e ficava demasiado tenso, especialmente durante as relações sexuais, exalando um cheiro peculiar.
Zach sofreu com o problema durante nove meses, até que decidiu procurar ajuda médica.
O rapaz ainda descreveu que tal lhe dava a sensação de que o sexo estava inacabado, como se tivesse ficado impotente. Mais ainda, uma das suas últimas parceiras afirmou que o pénis parecia ter-se tornado ‘maior’, sendo que Zach acreditou que seu órgão ainda poderia estar a crescer.
Todavia, a enfermeira do programa explicou que aos 24 anos de idade o pénis já não cresce. O aumento do tamanho poderia sim dever-se a inchaço associado a balanite, que consiste na inflamação do órgão genital e do prepúcio.
Na consulta, a médica Naomi Sutton puxou o prepúcio de Zach para trás. O rapaz expressou desconforto e explicou que a sensação era "estranha".
Sutton questinou se Zach tinha o costume de puxar o prepúcio para trás na infância e juventude, ao que o paciente respondeu que não. De seguida, a causa do desconforto foi finalmente diagnosticada. "Trata-se de esmegma", afirmou Sutton.
Esmegma é uma acumulação de óleo, pele e humidade no genital. Tal não é de todo saudável e pode causar inchaço e infeções. É perfeitamente evitável por meio da limpeza – algo que parece que Zach não havia feito corretamente em 24 anos. Tendo declarado no programa que nunca havia puxado o prepúcio para trás para lavá-lo.
Ora, o tratamento prescrito pela médica consistiu na prática de uma higienização frequente e correta.
Fonte: https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/1210336/medo-o-que-acontece-quando-nao-lava-corretamente-o-penis
sábado, 30 de setembro de 2017
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
O sexo do futuro com robôs !
Como será o futuro dos robôs sexuais? E para que fins serão usados?
Cientistas da área da robótica divulgaram um relatório sobre um
futuro em que os humanos vão fazer sexo com robôs, alertando que é
preciso tomar medidas para evitar que a sociedade caia no abismo.
O relatório redigido por cientistas da Fundação para a Robótica
Responsável (FRR) avisa que a sociedade tem que estar atenta ao impacto
que os diferentes tipos de robôs sexuais podem vir a provocar. E
salienta que é preciso proibir a construção de robôs sexuais desenhados para se parecerem com crianças.
Estes cientistas avisam que a sociedade deve pensar, como um todo, o
que é que quer do futuro com robôs sexuais, e especialmente, o que deve
ser aceitável ou permissível.
No mercado actual, há já vários tipos de robôs à venda e já se anunciou que vêm aí as bonecas sexuais com Inteligência Artificial.
Uma empresa conta lançar, até ao fim de 2017, a primeira versão destas
robôs que movem a cabeça e os olhos e que falam através de uma app.
Há também previsões de que os robôs vão substituir os homens já em 2050.
Como serão usados os robôs sexuais?
Os investigadores da área da robótica começam a questionar como é que será o futuro desses robôs, de que forma serão usados.
Ora, o relatório da FRR destaca que podem vir a ser usados como uma espécie de acompanhantes, trabalhando em bordéis, ou como companheiros sexuais para pessoas sós ou idosas.
Podem, ainda, vir a ser ferramentas de terapia sexual para trabalhar com violadores e pedófilos. E neste campo, o relatório aponta os dois lados da moeda.
"Por um lado, há os que acreditam que expressar desordens ou desejos sexuais criminosos com um robô sexual saciará [estes criminosos], ao ponto de não terem desejo de fazer mal a conterrâneos humanos. Mas por outro lado, muitos outros acreditam que isto seria uma indulgência que os encorajaria e reforçaria as práticas sexuais ilícitas.
Isto pode funcionar para alguns, mas é um caminho muito perigoso de trilhar. Pode ser que, ao permitir às pessoas viverem as suas fantasias mais negras com robôs sexuais, isso terá um efeito pernicioso na sociedade e nas normas sociais e poderá criar mais perigo para os vulneráveis."
Esse dilema já não é uma discussão do presente, depois de ter sido
notícia que uma empresa japonesa está a criar uma boneca sexual
desenhada para se assemelhar a uma criança.
Um canadiano que encomendou uma dessas bonecas sexuais infantilizadas
levou as autoridades do Canadá a analisarem se a lei deverá permitir a
detenção deste tipo de objecto. Para já, o homem foi acusado de posse de
pornografia infantil, mas o caso está longe de encerrado.
O relatório da FRR ainda vinca o facto de a interacção com robôs sexuais poder incutir na sociedade uma ideia errada quanto ao consentimento - já que os robôs estão sempre disponíveis quando o seu dono deseja.
Assim, a FRR sublinha que será necessário ensinar as pessoas a procurarem o consentimento dos robôs para o sexo. E explicam porquê.
"Se é importante para a sociedade que ensinemos às pessoas que o sexo requer consentimento, então, não é absurdo construir essas normas na interacção humanos-robôs. Estamos a condicionar socialmente as pessoas para agirem da melhor forma. Por isso, o consentimento aqui não é pelo robô por si, é sobre o que a nossa acção diz à sociedade."
Para entrar mais em detalhe neste tema controverso, espreita o admirável (e assustador!) mundo das bonecas sexuais do futuro.
sábado, 1 de julho de 2017
Como manter a paixão intensa durante a vida toda !
O amor não dura para muitas pessoas. Estudos observam o declínio da
satisfação em relacionamentos amorosos, especificamente na paixão.
Normalmente, este declínio começa após o casamento e pode continuar por
anos. Mas calma, há esperança. Muitos casais que estão juntos há anos
conseguem manter o amor e até a paixão.
Em 2011 um questionário foi aplicado nos Estados Unidos, pedindo que
os participantes dessem uma nota ao seu relacionamento, de 0 a 7. A nota
mais baixa significava “não estou apaixonado de jeito nenhum” e a nota
mais alta, “apaixonado intensamente”. Para a surpresa do autor do
estudo, Daniel O’Leary, mais de 40% das pessoas casadas há mais de 10
anos selecionaram “apaixonado intensamente”.
Outro estudo impressionante é uma ressonância magnética conduzida
pela pesquisadora Bianca Acevedo, também em 2011. Neste trabalho, apenas
casais que estavam casados há mais de 10 anos e que se diziam
intensamente apaixonados participaram. Eles viram fotografias do
parceiro e de uma pessoa conhecida, mas neutra. O resultado foi que ao
olhar para o parceiro, o sistema de recompensa do cérebro foi acionado. A
única diferença entre os participantes e pessoas que são
recém-apaixonadas é que o último grupo também mostra uma ativação na
região do cérebro associada com ansiedade.
Em outras palavras, os casais que conseguiram manter a paixão liberam dopamina mas não sentem ansiedade. Tem coisa melhor?
Mas o que torna o amor passional possível depois de tantos anos? Diferentes estudos apontaram pontos em comum:
- Não estar sob grande pressão, como problemas financeiros ou de segurança física;
- Não ter depressão, ansiedade ou insegurança em altos níveis;
- Ter boas habilidades de comunicação e conseguir lidar bem com conflitos;
- Ter ajuda de parentes, especialmente na época em que os filhos são pequenos.
Além disso, há alguns hábitos que melhoram a qualidade do relacionamento:
- Fazer coisas junto com o parceiro que são novidade ou desafio;
- Celebrar o sucesso do parceiro;
- Expressar agradecimento pelo o que o parceiro faz por você;
- Aprofundar amizades com outros casais.
Os pesquisadores especializados nesta área, como Arthur Aron da
Universidade Stony Brook (EUA), não sabem se todos os casais são capazes
de manter a chama do amor acesa por vários anos. “Mas sabemos que
alguns conseguem, e sabemos bastante sobre o que você pode fazer para
tornar seu relacionamento forte e aumentar a paixão. Então não deduza
que é normal não estar em um relacionamento ótimo – faça alguma coisa em
relação a isso!”, diz ele em artigo publicado na revista Time.
Fonte: http://hypescience.com/como-manter-paixao-intensa-durante-vida-toda-estudo/
Estas 6 perguntas dizem quais as probabilidades do seu relacionamento durar !
Uma empresa de inteligência artificial chamada DataRobot construiu
uma ferramenta que faz seis perguntas sobre seu relacionamento, prevendo
em seguida suas chances de continuar junto com o seu parceiro nos
próximos dois anos.
Ou seja, é uma máquina que diz se o seu relacionamento vai durar, ou
se está fadado ao fracasso. Se realmente funciona ou não, é uma questão
difícil de responder. Mas o programa foi criado com a ajuda da ciência:
as perguntas feitas são baseadas em dados coletados por uma pesquisa da
Universidade de Stanford, nos EUA.
Como funciona
O questionário é baseado em um estudo de 2009 com cerca de 4.000
americanos, chamado “How Couples Meet and Stay Together” (ou “Como
Casais se Conhecem e Permanecem Juntos”).
Os cientistas de Stanford fizeram pesquisas de acompanhamento para
ver quantos casais ainda estavam juntos depois de alguns anos, e
tornaram os dados publicamente disponíveis.
O DataRobot envolve modelagem preditiva, ou seja, ele usa dados para
prever resultados. A empresa pegou as informações disponíveis e criou um
modelo que supostamente prevê resultados de relacionamentos.
Segundo Greg Michaelson, diretor do DataRobot Labs, haviam 150
variáveis nos dados que indicavam se um casal era propenso a ficar junto
ou não. Mas a empresa resumiu essas variáveis em seis perguntas que não
fossem intrusivas, de forma que as pessoas se sentissem confortáveis as
respondendo. Por exemplo, o questionário não pergunta diretamente se
você mora com seu parceiro, mesmo que isso seja um fator na
probabilidade de o relacionamento durar.
As perguntas
A primeira pergunta é a seguinte: “Qual é o seu status de
relacionamento?”. As respostas possíveis são: “Nunca fui casado(a)”,
“Morando com o(a) parceiro(a)”, “Casado(a)”, “Divorciado(a)”,
“Separado(a)”, “Viúvo(a)”. A informação dada é a seguinte: “Casais
casados são mais propensos a ficar juntos”.
A segunda pergunta tem a ver com o nível educacional seu e do seu
parceiro. “Qual é o seu maior nível de educação completo?”, com as
seguintes possíveis respostas: “Bacharelado ou acima”, “Faculdade ou
tecnólogo completo” (observação: aqui, a questão em inglês diferencia
entre fazer uma Universidade e fazer uma Faculdade), “Ensino médio ou
supletivo completo”, “Ensino médio incompleto ou abaixo”. A informação
oferecida junto com essa questão é que as pessoas que terminaram o
ensino médio e fizeram faculdade são mais propensas a ficar juntas.
A terceira pergunta envolve as idades das pessoas no relacionamento.
Você precisa colocar a sua e a de seu parceiro. A informação dada é que
casais com maiores diferenças de idade são menos propensos a ficar
juntos.
A quarta pergunta é “Há quanto tempo vocês estão juntos?”. É preciso
colocar essa informação em meses ou anos. Aqui, as pessoas são mais
propensas a ficar juntas se estiverem namorando há mais tempo.
A quinta pergunta é “Quantas crianças com idade entre 2 e 5 anos
moram com você?”. Ter filhos é má notícia: crianças pré-escolares podem
trazer muito estresse para um relacionamento. Conforme elas crescem, no
entanto, fica mais fácil se manter conectado com seu parceiro.
A última pergunta é a mais curiosa: “Quantos parentes diferentes você
vê a cada mês?”. A informação que a acompanha é a seguinte: casais que
costumam ter contato com mais parentes tendem a ficar juntos.
Faça o teste
Uma repórter do portal Business Insider fez o teste. Suas respostas
foram as seguintes: ela e seu parceiro nunca foram casados, ambos
possuem título de bacharelado, estão juntos há um ano e um mês, ela tem
30 anos e ele 34, ela não mora com crianças, e vê cerca de 4 parentes
diferentes por mês.
O resultado? Ela e seu amor têm uma probabilidade de 79,9% de ficar juntos por mais dois anos.
Se você é uma das várias pessoas que odeiam a ideia de uma máquina
sendo usada para prever vidas pessoais, Michaelson afirma: “Eu entendo
perfeitamente. Nós mantivemos esse tipo de coisa em mente quando
estávamos escolhendo as perguntas. Outra coisa – nós não estamos fazendo
nada extravagante, apenas deixando os dados falarem por si mesmos”.
Se você quiser fazer o teste, é só clicar aqui. As perguntas estão em inglês.
sexta-feira, 30 de junho de 2017
15 minutos de abraços na cama podem melhorar radicalmente seu relacionamento !
Quando alguém pensa em apimentar o relacionamento ou melhorar a
intimidade do casal, logo imagina pétalas de rosas, velas e jantares
românticos. Um estudo revela, porém, que talvez seja mais interessante
investir no pós-coito do que nas preliminares.
Ficar juntinhos na cama por cerca de 15 minutos ajuda muito no
relacionamento segundo pesquisa da Universidade de Toronto Mississauga,
publicana na revista Archives of Sexual Behaviour. O melhor de
tudo é que o resultado é observado independentemente da frequência do
sexo, mas parece funcionar melhor em casais com filhos em relação aos
sem filhos.
A pesquisadora Amy Muise estudou os efeitos do comportamento
pós-coito em casais monogâmicos e descobriu que o que o par faz logo
após o sexo tem um grande impacto sobre como eles se sentem em relação à
satisfação sexual com o parceiro.
“Quando as pessoas pensam em sexo, elas tendem a focar no coito ou no
orgasmo. Essa pesquisa sugere que outros aspectos afetivos do sexo são
importantes para a satisfação sexual”, explica ela.
Muise testou a relação entre comportamento afetivo pós-sexo como
beijos, carinhos e conversa amorosa com a satisfação sexual. O estudo
foi dividido em duas fases: na primeira coletou informações de uma
pesquisa online com 355 pessoas, enquanto na segunda aplicou
questionários por 21 dias em 101 casais.
Na fase online, os participantes relataram ter comportamento afetivo
por cerca de 15 minutos depois do sexo. A pesquisa mostrou que casais
que passavam mais tempo juntos relataram ter maior satisfação sobre sua
vida sexual e melhor relacionamento com o parceiro. Na segunda fase,
casais eram orientados a se abraçar por mais tempo do que o seria
normal, e três meses depois relataram sentir níveis mais altos de
satisfação.
“Pais normalmente têm menos tempo para sexo e romance. O tempo passado
se abraçando depois do sexo mostrou um maior impacto nos relacionamentos
do que nos não-pais. É possível que o tempo de conexão depois do sexo
seja mais importante para casais que têm problema de falta de tempo para
conexão íntima”, diz ela.
Fonte: http://hypescience.com/15-minutinhos-de-abracos-na-cama-podem-melhorar-radicalmente-seu-relacionamento/
segunda-feira, 26 de junho de 2017
quarta-feira, 31 de maio de 2017
terça-feira, 2 de maio de 2017
A mulher que come homens !
A
novela Viver a Vida chegou ao fim sem desenvolver um de seus
personagens mais instigantes: Alice, interpretada por Maria Luísa
Mendonça. Claramente inspirada em Samantha, personagem de Kim Cattrall
na série Sex and The City, Alice é a mulher loira, experiente,
aparentemente bem resolvida, que come. Sim, ela come os homens.
Fissurada em sexo, aventuras e no desbravamentos da genitália masculina, Alice tem comportamento de homem em corpo de mulher, igualzinho ao de Samantha de Sex and The City. É a mulher-comedora. Não importa muito se o parceiro é casado, solteiro, ou se tem noiva ou namorada: "É só sexo", explica. Pode até haver uma ou duas repetições. Nada muito fixo. Tem alergia a compromisso. Não quer filhos. Quer aproveitar a vida ao máximo, e isso significa fazer muito sexo com muitos homens diferentes. A libido é alta e constante por décadas, suficiente para passar por cima até da menopausa.
A velhice dessas mulheres ainda não foi muito explorada pela teledramaturgia. Talvez o livro A Casa dos Budas Ditosos, de João Ubaldo Ribeiro, seja a ficção mais próxima – a protagonista sexagenária encerra a vida exatamente como a viveu: pagando por garotos de programa para dar-lhe prazer.
Sem dúvidas, passar a vida sem os dilemas femininos é uma construção pós-queima dos sutiãs. Olhando de fora, parecia mais fácil para a mulher assumir papéis sociais iguais aos dos homens do que encarar a vocação biológica ou, segundo os estóicos gregos, natural da fêmea: ser mãe, esposa, acolhedora, em busca de um macho para fecundar seu óvulo e proteger sua cria.
Fissurada em sexo, aventuras e no desbravamentos da genitália masculina, Alice tem comportamento de homem em corpo de mulher, igualzinho ao de Samantha de Sex and The City. É a mulher-comedora. Não importa muito se o parceiro é casado, solteiro, ou se tem noiva ou namorada: "É só sexo", explica. Pode até haver uma ou duas repetições. Nada muito fixo. Tem alergia a compromisso. Não quer filhos. Quer aproveitar a vida ao máximo, e isso significa fazer muito sexo com muitos homens diferentes. A libido é alta e constante por décadas, suficiente para passar por cima até da menopausa.
A velhice dessas mulheres ainda não foi muito explorada pela teledramaturgia. Talvez o livro A Casa dos Budas Ditosos, de João Ubaldo Ribeiro, seja a ficção mais próxima – a protagonista sexagenária encerra a vida exatamente como a viveu: pagando por garotos de programa para dar-lhe prazer.
Sem dúvidas, passar a vida sem os dilemas femininos é uma construção pós-queima dos sutiãs. Olhando de fora, parecia mais fácil para a mulher assumir papéis sociais iguais aos dos homens do que encarar a vocação biológica ou, segundo os estóicos gregos, natural da fêmea: ser mãe, esposa, acolhedora, em busca de um macho para fecundar seu óvulo e proteger sua cria.
O arquétipo da mulher-comedora (elas são mesmo desencanadas?)
É claro que o movimento feminista não trata de igualar a mulher ao homem, mas sim viabilizar-lhe escolhas. O que ocorre é que, hoje, o sofrimento da mulher conta outra história.
Falaram que ela podia ter carreira bem sucedida, voz ativa no lar, decidir os rumos da sua vida e aproveitá-la sexualmente. Racionalmente, tudo isso é possível, mas seu corpo ainda dá alertas para ir além e dar um jeito de ser mãe, esposa, acolhedora, saindo em busca de um macho para fecundar seu precioso óvulo e proteger sua cria.
Deu no que deu: vira e mexe, bares e boates estão cheios de mulheres se esforçando para serem Samanthas ou Alices. Bonitas, elas passam uma imagem de serem fortes, desencanadas, do tipo "vou pra cama, você me faz gozar (gozo fácil, ok?) e vou embora numa boa, sem a menor questão de ficar com seu número de telefone".
Por trás da maioria dessas mulheres, existe realmente a mulher em si. Diferente do arquétipo construído em cima das conquistas femininas, a mulher está longe de ser ou querer ser essa criatura desencanada vista na TV e na publicidade. O motivo para não sê-lo é muito anterior à cultura: faz parte da própria formação da psique feminina.
Segundo
Sigmund Freud (Totem e Tabu, 1913) e Anthony Giddens (A Transformação
da Sexualidade, 2004), a formação do corpo sexual da mulher e do homem
ocorre de formas diferentes.
O homem
tem o pênis. Quando criança, descobre que tem um falo e, na primeira
vez que vê sua mãe ou uma menina pelada, sofre um choque: parece que o
outro ser está aleijado, capado, podendo ser, muitas vezes, até mesmo
subjugado pelo menino. A concentração da cisma masculina no falo tende a
ficar ainda maior. Órgão sexual exógeno, passa a ser tocado e, ainda
criança, o homem percebe que o falo é a sua grande fonte de prazer. Sua
psique passa a querer explorar aquilo que a mulher não tem e, na grande
fantasia masculina, dar a ela seu pênis é poder ser o super-homem que
aplicará prazer àquele ser inferior.
Com
a mulher, ocorre de forma diferente. A menina, na infância, também
entende que não tem algo que o homem tem. E, como seu órgão sexual é
interno e seu clitóris ainda está menos desenvolvido, constrói sua
sexualidade de outra forma. Enquanto o homem mantém a concentração no
falo e cresce achando que o pênis é a grande fonte de prazer, a mulher
forma zonas erógenas diluídas por todo o corpo, como por exemplo nos
seios, nas virilhas ou no pescoço. Simplesmente porque, na infância,
sublimou a canalização da libido para o falo que não possuía.
Giddens
nos lembra que a sensação de poder que o falo provoca no homem deixa
suas fantasias sexuais muito simplistas. Repare em quadrinhos eróticos e
nas pornografias direcionadas ao público masculino: sempre retratam a
mulher pirando no pênis, delirando pela genitália do parceiro. Junte
isso à construção do arquétipo da mulher comedora e – pronto! – está
inventada a mentira sexual pós-moderna.
Pode
chegar a ser frustrante para o homem entender que sua parceira está
mais preocupada com o jeito que ele a toca e a faz ter um orgasmo do que
com seu pênis em si. Não que o pênis não seja uma fonte de prazer. Mas,
definitiva e geralmente, para a mulher, ele não pode ser a única se ela
quiser ter um orgasmo. É por isso que elas gostam tanto das tais
preliminares.
Homem com homem, mulher com mulher
Avançando
no tempo, talvez Freud não tivesse tido como comprovar o que,
certamente, Giddens e todos nós já presenciamos. Se você tem casais de
amigos gays ou lésbicas, repare em duas coisas.
Nos
gays, na tensão sexual constante que existe entre os dois, manifestada
em brincadeiras de dar soquinhos, de falar besteira e de, inclusive,
comentar sobre o pênis de outros homens. Eles estão sendo o que sempre
foram: homens, com psique tipicamente masculina, de seres sexualmente
vorazes. Nos casais de mulheres, a situação também remete à infância:
repare no carinho que uma tem pela outra, na duração das relações (que
tendem a ser mais longas) e no cuidado que existe entre as duas. Elas
estão sendo 100% o que nasceram para ser: mulheres.
A
moral da história é que até existe sim essa mulher tipo homem, que está
mais focada no prazer concentrado no clitóris do que nas preliminares,
que valoriza mais o trabalho, a vida social e a rotatividade de homens
em sua cama do que o envolvimento afetivo, e que quer ampliar ao máximo a
lista de caras com quem já esteve.
Ela
pode sim estar por trás daquela loira linda que está aos berros na
pista, bebendo, sacudindo o cabelo, rindo alto e despreocupada com o
futuro a médio prazo. Ou pode ser somente uma ferramenta dela para
atrair os homens, que vão pensar "Essa aí é desencanada" para, depois,
ela dar o bote com seu objetivo natural e final.
Paquera no aeroporto
Depois
dessa breve desmitificação do arquétipo da mulher-comedora, em minha
última viagem ao Rio, encontro um camarada celebridade em Congonhas.
Dentro do ônibus que leva passageiros para a aeronave na pista, eu
avisava um outro amigo por telefone que tive de correr para o embarcar.
Enquanto isso, o outro trocava ideia com uma mulher loira e linda.
Descemos.
A loira deu tchau para ele porque embarcaria pela parte de trás do
avião. Nós subíamos lentamente a escada da frente. Ele, digitando no
celular, vira pra mim e fala: "Putz, a mulher chegou em mim, me passou o
telefone... Estou aqui anotando e agora não lembro o nome dela... Como é
que eu vou ligar?! Fail!".
Fonte: https://papodehomem.com.br/a-mulher-que-come-homens/
domingo, 30 de abril de 2017
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